quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O que fazer, quando não se sabe o que fazer? II Cr 20.1-30

No Antigo Testamento, há registro de um rei que vivenciou um momento de intensa pressão. Seu nome era Josafá. Diferentemente de tantos outros dias de reinado, ele nem imaginava que neste dia uma notícia aterrorizante abalaria os alicerces de seu palácio e de seu coração. A notícia que tanto assombrou o rei foi que os filhos de Moabe, os filhos de Amom e alguns meunitas, estavam vindo a passos largos para tomar o trono. Esse povo era crudelíssimo. Eles tinham o hábito de incendiar a cidade conquistada, violentavam as moças e matavam os jovens e as crianças. Ao receber a notícia, o rei Josafá teve medo. Nesse momento, o homem mais importante do mundo curvou-se ao desespero e ao drama de sucumbir. Os especialistas já haviam declarado ser impossível a vitória, era causa perdida; não havia a mínina possibilidade de vitória. O rei, então, pronuncia uma triste sentença: “não sabemos mais o que fazer”. Você já passou por um momento assim? De olhar em sua volta e só encontrar impossibilidades. Quem sabe você ouviu de alguém que sua causa é impossível e que já perdeu, antes mesmo de tentar. Olhando para esta história, vejamos o que fazer, quando não se sabe mais o que fazer:

1. Busque a Deus em oração (v. 3-13) – Quando tudo vai de mal a pior, não fuja, ore! Josafá orou ao Deus vivo. Ele orou juntamente com o seu povo, apregoou jejum e citou as promessas de Deus. Quando você não souber mais o que fazer para a transformação de sua família, busque a Deus em oração. Ore com sua família reunida, jejue e lembre-se das infalíveis promessas de Deus.

2. Mantenha os olhos em Deus (v. 12) – Em sua oração Josafá diz: “porém os nossos olhos estão postos em ti”. Pare de se lamentar pelo tamanho do problema, olha para o Senhor! Não olhe as impossibilidades, creia que para Deus, nada é impossível! Para cada desafio há um “porém”. O piloto da aeronave da existência é Deus, e ele, sabe muito bem os botões que devem ser apertados.

3. Firme-se nas promessas do Senhor (v. 14-17) – Deus fala através de um levita que a vitória era certa. Quando Deus fala, ele cumpre. Ele não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa (Nm 23.19). O povo de Deus não precisou empunhar espada ou lança, pois o próprio Deus deu vitória! Todas as promessas de Deus se cumprirão. Ele disse: “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (Mc 13.31).

4. Louve a Deus de todo coração (v. 18-19) – O louvor não é o resultado da vitória, mas a causa. Josafá não venceu os inimigos com um grande exército, mas com um coral. Ele não usou espadas, e sim, trombetas. Quando você não souber mais o que fazer, louve a Deus, cante com toda sua alma. Creia que por meio do louvor, Deus te dá asas para subir aos mais altos céus. Quando você louva a Deus, a amargura vai embora e o regozijo passa a brilhar em seu coração. Louve a Deus! Creia no Senhor! Tenha fé que hoje seu vale de tristeza tornar-se-á em vale de bênção (v. 26).

Rev. Bruno Almeida de Oliveira

Um comentário:

  1. Quando estamos desesperados, buscando uma saida para solucionar os nossos problemas em algumas ocasiões esuecemos de Deus.
    Ana, por sua vez, orou... Além de orar, trabalhou, confiou e por fim descansou... E assim, recebeu a benção tão desejada.
    Adorei o texto do pr. Bruno... Muito gratificante.
    Deus continue te abençoando.

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